domingo, 2 de junho de 2013

Brasil terá novo navio e instituto para pesquisa oceânica-Praia de Lagoinha, no Ceará: estado pode receber um dos centros de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh)

Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias terá como objetivo "colocar o Brasil em linha com os países desenvolvidos"

Praia de Lagoinha, em Paraipaba (CE)
Praia de Lagoinha, no Ceará: estado pode receber um dos centros de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh) (Folhapress)

Um novo navio e um instituto nacional devem reforçar a pesquisa brasileira na área oceânica. O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh) nasceu na última sexta-feira, em uma reunião na Academia Brasileira de Ciências, no centro do Rio de Janeiro, com a criação de uma associação civil que pretende se credenciar como organização social (OS), apta a assinar contratos de gestão com o poder público e a iniciativa privada.
A ideia é de que o instituto funcione em um modelo semelhante ao do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, uma OS que gerencia quatro laboratórios nacionais em Campinas — física de partículas, biociências, biotecnologia do etanol e nanotecnologia. Dessa forma, o Inpoh poderá firmar contratos com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para gestão de projetos e programas específicos. Ao mesmo tempo, poderá ainda evitar obstáculos burocráticos que possam atrasar o processo.
Navio — Um dos projetos que o instituto deverá pleitear é o contrato de gestão do novo navio, de 162 milhões de reais, cuja compra deve ser finalizada nesta semana. "Não é algo que está na agenda inicial, mas certamente há a expectativa de que o Inpoh possa se capacitar para isso num segundo momento", disse o engenheiro oceânico Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, escolhido como diretor provisório da associação.
O objetivo maior do Inpoh, segundo ele, será "colocar o Brasil em linha com os países desenvolvidos" no campo das ciências oceanográficas, tanto para fins de pesquisa quanto de exploração dos recursos marinhos. "Eu diria que é um marco histórico para o Brasil. Um passo de afirmação sobre a necessidade de conhecermos essa parte oceânica do País, que nas próximas décadas terá uma relevância econômica muito importante", afirma Estefen.
O instituto deverá ter quatro centros de pesquisa: dois dedicados à oceanografia (um para o Atlântico Tropical e outro para o Atlântico Sul), um dedicado à pesca e aquicultura (criação de plantas e animais aquáticos) e outro voltado para portos e hidrovias.
Oficialmente, as localizações dos centros ainda não estão definidas. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, porém, já estaria praticamente decidido que o do Atlântico Tropical será no Ceará, o do Atlântico Sul no Rio Grande do Sul, o de portos e hidrovias no Rio de Janeiro, e o de pesca em Santa Catarina.

(Com Estadão Conteúdo)

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/brasil-tera-novo-navio-de-pesquisas-e-instituto-oceanico

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